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PMDB: o partido que manda no Brasil

PMDB: o partido que manda no Brasil

Historiador, que estuda a legenda, detalha como funciona os bastidores desta máquina de fazer política

CAIO BARBOSA
Rio - O país que se acostumou nas duas últimas décadas a uma polarização entre PT e PSDB não percebeu que, pelas beiradas, um terceiro partido estendia seus tentáculos por todos os lados até virar, de fato, aquele que dá as cartas no complicado jogo político brasileiro. “O PMDB não é para amadores”, diz o historiador André Franklin, que fez do partido o tema da sua tese de doutorado na UFF (Universidade Federal Fluminense).
Criado em 1965, durante a ditadura, para fazer a oposição consentida ao regime militar, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) virou PMDB com o fim do bipartidarismo, mas nunca esteve longe do poder. “O breve sucesso do Plano Cruzado, em 1986, no governo Sarney (PMDB) fez o partido vencer as eleições daquele ano de lavada. Ganhou 22 dos 23 estados e mais da metade do Congresso. Foi o primeiro passo para se tornar o partido que é hoje”, lembra o historiador.
O historiador André Franklin diz que o ‘pulo do gato’ do PMDB se deu após o escândalo do mensalão, em 2005, quando Lula cedeu ministérios e cargos ao partido
Foto: Divulgação
O segundo se deu através da emenda que determinou que o horário político no rádio e na TV, para as eleições de 1989, seria dividido de acordo com o tamanho da representação de cada partido na Câmara. Só deu PMDB. “Na época, não faltaram concessões de rádio e TV dadas a políticos do PMDB Brasil afora, o que tornou o partido muito bom de voto”, explicou André Franklin. 
A soma de tudo isso aliada à capacidade dos peemedebistas de formar quadros e capacitá-los em mais de 3.300 municípios do país deu ao partido a musculatura política necessária para ditar os rumos do poder. “É o partido que dá a governabilidade. E o que provoca o caos político quando não lhe interessa a governabilidade. Se o Michel Temer, desde o início, dissesse que não assumiria se a Dilma caísse, nada disso estaria acontecendo”, aposta André.
Para o historiador, o pulo do gato peemedebista se deu após o escândalo do Mensalão, em 2005, quando o ex-presidente Lula cedeu ministérios e cargos ao PMDB (hoje são mais de 600) em troca de apoio político não apenas para reeleição, mas para a eleição de seu sucessor, que acabou sendo Dilma Rousseff.
“Entregaram o ouro ao PMDB. E a crise política e econômica faz a sociedade civil patronal querer derrubar o governo. E vão cobrar do PMDB, que sempre foi muito mais próximo do PSDB (que nasceu do PMDB) do que do PT. E com tanto peemedebista envolvido na Lava Jato, é mais fácil derrubar a Dilma, deixar a Lava Jato só com o PT e a vida segue”, analisa Franklin.
Na avaliação do historiador, a permanência ou a saída de Dilma mudará muito pouca coisa para o partido. O PMDB, segundo ele, deve sair vencedor em qualquer cenário. “As bandeiras deles, da direita, foram cravadas. A privatização total, a terceirização total, previstas nesta Carta para o Futuro, do Michel Temer e do Moreira Franco. Eles querem se apresentar como o partido que vai apresentar as pautas da sociedade civil patronal. E com o apoio total da grande imprensa”, aposta André Franklin.
Maioria defende impeachment de Dilma Rousseff e Michel Temer
Pesquisa da Datafolha realizada na semana passada aponta que a maioria da população é favorável tanto ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) quanto de seu vice, Michel Temer (PMDB). Os brasileiros em sua maioria também apoiam a renúncia dos dois.
A taxa dos que defendem a renúncia de Dilma e de Temer é a mesma: 60%. Já o apoio ao impeachment de Dilma caiu de 68% no levantamento realizado nos dias 17 e 18 de março, para 61% nesta última pesquisa, feita nos dias 7 e 8 de abril.
A taxa dos que hoje defendem o impeachment de Temer é semelhante, de 58%.Foi a primeira vez em que o Datafolha perguntou à população a respeito do apoio à renúncia e ao impeachment de Temer. A pesquisa também detectou uma redução, de 65% para 60%, no apoio à renúncia da presidente Dilma.
Pelo levantamento, o ex-presidente Lula (PT) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) lideram a corrida eleitoral para presidente da República em 2018. Em três dos quatro cenários eleitorais pesquisados, Lula e Marina estão empatados dentro da margem de erro. Em um, o ex-presidente lidera.
Já os três possíveis candidatos do PSDB — senador Aécio Neves, governador Geraldo Alckmin e José Serra têm demonstrado tendência de queda nas intenções de voto.
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Autor Rede Alternativa

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